A taça,

o gesto em falso,

o gosto de ameaça.

O olhar que desfere

o vôo torto,

não tão ágil que,

próximo da promessa,

desaba frágil

num chão de ruínas.

A suposta vítima,

única testemunha,

se escusa com enjôo,

e sepulta, ali mesmo,

do outro,

o instinto de existir.

Anjo coxo,

ri-se ele agora

da própria morte,

vivendo como um irmão

em nossa companhia.

….